I
Perdi minha pedra filosofal
Vaguei sozinho na solidão
E procurando de grão em grão
Achei a razão de minha existência:
minha existência.
II
O fazer da pedra
me é inexplicável!
E se cada fazer de pedras
fosse diferente do que hoje é
eu não saberia.
Mas eu sei o que é uma pedra
É isto sobre o que escrevo.
III
A chuva que aos poucos
Amolece as tantas pedras
Faz de nós, loucos, amáveis
Ao destino inexorável
Pois a pedra que dizemos
E a água que escrevemos
São a nossa salvação.
IV
Almejo uma simples coisa
fácil de conseguir:
almejo infinidade de vida
até o dia de minha morte.
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