sábado, 17 de março de 2012

Pedras

I

Perdi minha pedra filosofal
Vaguei sozinho na solidão
E procurando de grão em grão
Achei a razão de minha existência:
minha existência.

II

O fazer da pedra
me é inexplicável!
E se cada fazer de pedras
fosse diferente do que hoje é
eu não saberia.
Mas eu sei o que é uma pedra
É isto sobre o que escrevo.

III

A chuva que aos poucos
Amolece as tantas pedras
Faz de nós, loucos, amáveis
Ao destino inexorável
Pois a pedra que dizemos
E a água que escrevemos
São a nossa salvação.

IV

Almejo uma simples coisa
fácil de conseguir:
almejo infinidade de vida
até o dia de minha morte.

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