sábado, 17 de março de 2012

A lâmina polida de carbono

Começa com pedra e pula
Pula para amor
Dispersa tudo e o vício
Vicia no amor
Barbeia-se, depila
- Dez pilas para o café
- Dê pilhas para ligar
E completo de cafeína e ligado nas pilhas
Sente-se pronto para amar.
Vive intensamente o instante do vento
E chora chorosamente o bobo choro
E ama a gana deste novo tesouro
E a lâmina que faz a barba
Ao sangrar sem um querer
É dor, amada e dada dor, sem merecer
Abre um dicionário, uma enciclopédia
Um livro de filosofia e um de história da idade média
E tem todos - para clichê deste poema-
Pergunta - e nesse meio a rima- a relação da dor com o amor
Têm-se apenas uma receita
De eras de escuridão
Para o amor, para a paixão
Para a dor da solidão
A lâmina polida de carbono
- De ouro também tem sua valia-
Que tira do tolo o sangue
Produz uma dor - sem igual valor-
Que parecendo em conjunto com gangue
Destrói não só o seu dia
Mas também a dor - e o amor-
Que o amor traria.

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