sábado, 17 de março de 2012

Nós ou Eus

I

Eu, filho duma poeira qualquer
Vivo num instante infinito
Choro por mais existência
Porém, sumo antes das lágrimas surgirem.

II

Eu, filho dum deus bastardo
Pai duma natureza fictícia
Não sou bom nem tenho malícia
Sou apenas meu pai.

III

Eu, apenas eu a todo o momento
Luto, de luto, faço história
Mas choro, e muito, ao saber
Que minha história acaba com os nossos.

IV

Eu, um não ser inexistente
Bravo guerreiro valente que
Não suportou ser minúsculo
E broto a força que morreu.

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